sábado, outubro 01, 2005

A Diferença Entre União e Sal

A Diferença Entre União e Sal

Caros Leitores, o blog Amigo Público morreu face um ataque de gases provocada pela Feijoada de Marisco.
Por causa de uma mal interpretação do objectivo do nosso trabalho decidimos em unissomo, acabar com este projecto.
Outro Projecto se iniciou com novos escritores, que entra em completa ruptura com o projecto Amigo Público. Para os que se interessam pelo Humor dirigem-se ao seguinte Blogue

Irmandade Inquisidora



Um Bem Haja a todos.

sexta-feira, julho 01, 2005

Os Amigos estão de férias

Após uma batalha fervorosa contra a injustiça social e contra os mafiosos que dominam a produção de lacticínios controlando desta forma a cadeia de supermercados DIA, os Amigos decidiram interromper actividades para um descanso pacífico e sem moléstias.
Os Amigos regressarão provavelmente no dia 1 de Outubro de 2008 (aliás 2006 ou... 2005? )

terça-feira, maio 31, 2005

"You're Gonna Go To Hell When You Die"

A Súcia de Pespegos Larilas (SPL) implorou-me para exemplificar uma conjuntura lastimosa sobre o Isel. Eu achei por bem aceitar a proposta comoainda principiar um enredo de estórias verídicas e facciosas sobre esse mariola.
Primeira patranha:
Isel proferiu que "andou" com uma moça (o que é bastante ambíguo) e que esteve "com" ela uma semana a copular (as dúvidas aumentam), mas depois de ter sido confrontado com um quesito inteligente, ele atolou-se.
Pergunta:
"Isel ela era virgem da rata?"
Resposta do Isel:
"Não sei!"

Não sabe como? Experimentados do coito prolongado, será isto exequível? Será que este ónus da nossa sociedade compreende que a presença ou não de uma mucosa vaginal denota a virgindade ou não de uma moça? Quem têmdúvidas sobre esta matéria sensível e vítima de tabu deve procurar sem mais delongas o "manual do minete" (http://amador3.free-host.com/manual.pdf).
Isel, experiências de "quase-sexo" (Amigo Cristo) não são motivos para vangloriar-se, são estes tipos de gafanhotos sem pernil que eu considero patranhas directas, por isso "Fecha a matraca!".

Segunda patranha:
Como deverão ter notado o nosso virgem condiscípulo participou num programa televiso denominado "Quem quer Ganha" (tema para mais tarde ser explorado) na frequência de transmissão preferida dos portugueses, TVI. O Isel granjeou salvo erro 400€, logrando na compra de um completo vestuário de jovem presumido de boas famílias, na compra de um relógio e de uns acessórios de cabedal com uso misterioso, e ainda na compra de um novo telemóvel Sony-Ericsson T610. O cherne desta patranha centraliza-se no telemóvel e na objectiva fotográfica que a compõe. Sem querer fui notificado poralguns colegas que o Isel estaria a usar inadequadamente o seu novo brinquedo, tirando fotografias às nossas colegas nas salas de aulas muitas vezes sem o conhecimento e o consentimento delas. Aviso desde já que este comportamento preocupou-me e impressionou-me por dois motivos independentes: estava plenamente convencido que a inclinação sexual do Isel se orientava pelas linhas "homo"; e parece que se manifesta uma personalidade pervertida e depravada neste desvirtuado. Incoerente é o meu apelido por isso posso simplesmente contrariar esta tese. Estes retratos servem para ocultar a homossexualidade à família, alegando que é um Casanova, e não para acarinhar o "careca" com fotos das nossas colegas.
Estou convicto que todas as estudantes depois deste aviso irão precaver-se destas situações ou semelhantes.

Terceira patranha:
O Isel cantarolou que era alérgico ao mentol, estranhamos a sua persistencia e efectivamente fiquei apreensivo sobre o tema, francamente nem dormi só de reflectir no assunto. No dia posterior procurei na enciclopédia de Medicina/Correios do Pólo Norte e descobri que alergiaao mentol é claramente sintoma de artrite reumatóide (AR).
Mas como será isso possível? No artigo explica a causa da AR: "a genética, o estado emocional, o estilo de vida do paciente e o ambiente em que ele vive". Deixando de parte a genética visto que o Isel não pertence aos nossos domínios galaxiais, todos os outros factores complementam o bom senso, ora vejamos, quem nunca reparou na felicidade camufladora da sua depressão após ter tido conhecimento da existencia dos Amigos? E juntando o simples facto de ser "abetificado" nazona Expo proporciona todas as condições para o desenvolvimento prematura da AR.
Para salsar e apimentar esta calúnia vou relatar o que é a atrite reumatóide: uma doença reumática auto-imune, em que o sistema imunológico ataca o tecido que reveste e protege as articulações e também outros tecidos do corpo, como olhos, pulmão e rins. Provoca dor, inchaço e dificuldades motoras.
Todos os alunos-fantasmas da FCT terão reparado no peito inchado do nosso inválido, e também já terão ouvido os relatos gregorianos após as fictícias "Bubas", para além disso foi também notório ao logo deste ano a sua anormal maneira de andar, parecendo mesmo que trazia pedras dentro dos chinelos, e até mesmo a cara dele, chegava a pensar que um piriquito estivesse escondido no pijama do Isel. Para finalizar, esta teoria explica uma outra teoria, a mais que evidente perna "pendulo": este reumático tem por necessidade apoiar uma das pernas em algo como uma cadeira, mesa, degrau etc..., julgava eu que seria para mostrar algo que não tem algo mas afinal como este Blog tem sempre uma razão (i)lógica, (in)coerente e (im)possivel para todos os acontecimentos, e esta patranha não podia ficar ao lado, a atrite reumatóide é uma das razões mas a principal razão é... na verdade a razão é somente a atrite reumatóide. Aproveito para avisar que esta doença é altamente contagiosa por isso não respirem a menos de 500 metros dele, passem a vogal!

(to be continued)

sábado, maio 14, 2005

Command & Conquer

Há uns tempos, estava a minha pessoa a refazer-se de uma
flatulência putrefacta na faculdade depois de ter digerido uma
galinha, sete cães, um macaco e um soldado da marinha até que
ao meu lado, inesperadamente, nasce uma luz que se avoluma à
medida que arroto. Minutos depois saiu um vulto vestido de
branco com a face escondida atrás do capucho, o brilho
ofuscava os meus olhos e como absoluto ateu, arrisquei
perguntar se estava na presença de deus, o sujeito ao
responder, prendeu-se-lhe catarro na garganta por isso
escarrou no chão, murmurou algumas blasfémeas e respondeu que
sim. Estava confuso e para dissipar quaisquer dúvidas lancei
um novo repto: "Mas deus existe?", uma voz fina e melódica
respondeu desta vez que não, e magicalmente a face
descobriu-se após a queda do capucho, a luz espalhou-se à
velocidade da sombra e incidiu contra mim. Quando abri os
olhos percebi que de facto deus nao existe... porque existe
uma deusa! Morena, com madeixas encaracoladas declinadas ao
longo dos seus enaltecidos ombros, alta com elegância de uma
deidade. Sentou-se ao meu lado. As minhas necessidades
biológicas primitivas ergueram-se, as hormonas diluiam o meu
sangue, os meus pensamentos desvaneceram-se. A Deusa cantou
para os meus ouvidos o porquê da sua presença na terra dos
Vivos. As suas palavras saborosamente ténues explicaram-me que
o Paraíso era um enorme Harém, com centenas de Divas
predispostas a uma vida ardentemente estimulante, e que
esperavam ansiosamente por um homem com um "P" grande.
Aproveito para explicar porque coxeio: matinalmente tenho que
enrolar o dito cujo à volta da cintura por causa da sua enorme
grandeza métrica, mas esta tende em descair pelas calças e
intrometer-se dentro de um dos ténis, e como é óbvio, dói
quando se pisa. Continuando com a narrativa, mostrei-me à
Deusa que estava interessado em glorificar a minha existência
e que podiamos prosseguir viagem para o Paraíso. Ela
calmamente explicou-me que eu havia pecado e que para ser
Bem-Vindo ao Harém Celestial teria que rectificar as minhas
maldades. Justifiquei-me que não me recordava de ter pecado
alguma vez, sempre fui um bom Amigo! (Um abraço para o Isel).
Nesse caso, a Deusa tocou-me com as suas mãos, que reluziam
calor, obrigando-me a reviver o passado. Encontrava-me à
frente do computador,sorrindo maliciosamente e escrevendo uma
redacção para.... este blog! Será que pequei por ter molestado
o nosso alienígena Isel? A Deusa sorriu docemente, e disse-me
que isso nunca seria um pecado mas sim uma proeza heróica,
pecado é a cor avermelhada das letras, que cegam os bilhões de
leitores desta Obra Blogueira. Respinguei que a cor encarnada
berrante servia para atrair mentecaptos (e parece que
resulta!).
De seguida fui transportado temporalmente para uma cela
prisionária. Estava eu sentado na enxerga, esperando que os
guardas prisionários efectuassem as buscas do meu companheiro
de cela. Convém especificar que não tinha jantado e que o tipo
cheirava bem... não se pode condenar ninguém por ter fome!
Recuei alguns anos. Era 26 de Dezembro, estava eu a fugir de
um gorduroso barbudo velho vestido de vermelho, enquanto que
jazia na neve uma rena, apedrejada até à morte. Posso ser
censurado por ter morto um bicho com o nome amaricado de
Rodulfo? Claro que não!
Fartei-me daquela cavaqueira e expressei o meu
descontentamente com a libertação do Animal, a Deusa
supreendida e deslumbrada revelou que à muito que rezava por
um animal tão pujante e altivo. No seguimento citei:
"Ajoelhou? Agora vai ter que rezar!", e enquanto o amor
delineava-se pelos contornos promíscuos, o Isel descobria este
Blog. Coincidências??
Ética: Façam como eu e peidam-se!

domingo, maio 08, 2005

O Cotonete: Parte I

O cotonete. O cotonete é hoje um objecto com um valor elevadissimo na industria modista, de tal forma que adquiriu o estatuto de simbolo da cultura ocidental. O cotonete foi descoberto em 1472, aquando da exploração do novo mundo, por parte dos franceses, que duma forma um tanto ou nada audaz, descobriram o território, que hoje chamamos de Itália. Maravilhados com a primitiva civilização que habitava na peninsula italiana, rapidamente aprenderam que as ovelhas, que abundavam tanto nos vales franceses, como nos vales italianos, não serviam apenas para satisfazer as necessidades carnais dos homens desesperados, ou/e com fome. Aprenderam com os nativos que essas mesmas ovelhas podiam forencer leite, e que esse podia ser usado para produzir queijo, e mais importante, que quando tosquiadas, as ovelhas podiam fornecer a materia-prima para o cotonete: o algodão. Em 1474, quando os navegadores gauleses regressaram a casa, foi então introduzida em França, a técnica de tosquiar ovelhas e a produção de algodão. Houve porém, sectores da sociedade francesa que que não aceitaram bem a introdução esta nova técnica, e logo começaram a protestar de forma violenta, argumentando que as ovelhas tosquiadas deixavam de ser bonitas e fofinhas, e que isso lhes ia afectar hábitos antigos. Os ânimos exaltaram-se de tal modo, que em 1475 rebentou uma guerra civil na França, que derramou muito sangue francês e também bovino. Esta guerra teve graves consequencias para as populações de ovelhas, que tornaram um especie em vias de extinção durantes vários séculos. Entretanto a produção de algodão foi introduzida noutras nações europeias , e em 1547 o algodão já estava vulgarizado em toda a Europa. Em 1592, um cidadão cabo-verdiano, emigrado na Grécia, colou acidentalmente colou dois pedaços de algodão num pauzinho de plástico, tendo inventado desta forma, o cotonete. Uma agencia espanhola de moda, que tinha designado olheiros por toda a Europa, em busca de novos talentos, descubriu Evidilson Agagunis, o jovem cabo-verdiano, e logo foi assinado um contracto com o inventor do cotonete. A partir desse momento, a agência passou a incluir o cotonete nas suas obras, e os estilistas da agencia, afirmaram-se nas passereles dos festivais de moda, nas principais cidades europeias.

sábado, abril 30, 2005

Estarão maiores?

Ora boas!
Como nova membro deste honorável blog gostaria de me apresentar...
Amiga do peito, muito prazer! Agora ja chega e vamos ao trabalho, mas atenção aos que viraram "le derriere" para o ar (Isel é contigo!), eu é que vou trabalhar para o vosso prazer e gáudio.
Todos nos em algum ponto da nossa vida seremos marrões, uns pelos livros outros pelo que lhes põem nas cabeças... Ao escrever estas palavras não tenho ninguém em mente, talvez um ar que me deu (raios para aquele creme que não ia doer nada...)
Continuando a nossa saga da corrente de ar, a historia de hoje começa quando Bologni "El Cromo Capitan" ("Capitan Bologni" esse cabelo era moda nos 60´s agora, é meramente feio, sabes o significado de cabeleireiro?),
circulava pelas estadas sinuosas da Dinâmica, rolando sem atrito pela curva em relevé com inclinação "á la" IP5 quando foi agarrado por "Dom" Cismaciu que lhe perguntou o que fazia ele a dormir na fila da frente de um dos seus Sermões aos Peixes e
expulsou-o ao melhor exemplo de Jorge Coroado infligindo Bologni com o seu cartão vermelho flamejante, como se tratasse de um anjo caido, com grandes trambolhões e humilhação frente a uma turma que assistia entre o extasiada e o atemorizada frente à raiva do Dínamo da Roménia...
Após este interlúdio, Bologni acorda urinado pelas pernas abaixo e numa tentativa de provar com o seu tacto gustativo se aquele liquido amarelento seria a tão afamada cerveja que já lhe tinham contado na FCT e que para este assume o caracter de mito, despistou-se capotando a sua nave espacial...
Quando chegou a brigada dos bombeiros de Lamego no seu Heli-Turista que passeava por ali em busca de turistas que quisessem ver os belos dos incêndios de Inverno (uma nova modalidade), que por piedade da sua patética figura, resgataram Bologni...
Numa tentativa desesperada de guardar secreta a sua identidade alienigena este nosso idiota resolveu gritar para os seus salvadores que teria na sua posse dentro do seu "carro" um quilogramaforça de coca...
Contando a Visão do Futuro numa aula de Estática prática contando angariar risos e apoios como esmolas para uma alma e mentalidade inúteis e desprezíveis (como o atrito e a sua figura) Bologni apenas conseguiu olhares de compaixão e piedade pela sua triste presença...
Após, por compaixão do Eng. Reformado Sr Soares, lhe explicar a regra da mão direita para a direcção do momento de enterro do carisma de Bologniano, este nosso cretino lembrou-se de referir a sua posição sexual preferida indicando-nos que "quem não tem direita faz com a esquerda"...
Silêncio sepulcral e eis que surge a hipótese de Bologni se redimir dos seus pecados, pela auto-imolação... Infelizmente no planeta deste ser maldito, ainda não foram inventados os fósforos nem isqueiros...

Obvio que no fim deste testemunho existe uma moral, um pensamento, ou ambos: "Se Darwin esta correcto, então como é possível a evolução ter sofrido dois reveses na FCT? Como explicará Darwin a luz das suas teorias, Isel e Bologni?"
Já agora, Valiam a pena pensar nisto

sexta-feira, abril 22, 2005

Serei um ou duas?

Neste Post vou ocasionar um resumo diário análogo a uma proeza atoleimada, sendo eu o protagonista.
O dia inicia monotamente com o despertador zumbindo irritantemente nos meus tímpanos, estirei o braço para desligar o aparelho, mas não consegui portanto tentei desliga-lo da ficha mas tentativa falhada, essa ocorrência preocupou-me e juntando ao facto de ter estado a sentir como se estivesse a cair fiquei ainda mais inquietado. Por fim desencostei a cabeça e abri os olhos, e estranhamente estava eu na minha cama a cair vindo da atmosfera, o suposto despertador era a buzina de um Boeing 737 com o Isel no lugar de piloto. O despertador soou de novo no meu quarto, tive relutância em confirmar a vericidade do acontecimento, mas dessa vez era mesmo irrealmente real, consegui estender o braço e desconectar o instrumento que me perturba matinalmente. Pedi licença às rameiras para puder levantar o meu corpo despido e comecei a distribuir testes de gravidez, quanto mais rápido tomo conhecimento mais rápido fujo das responsabilidades. Procurei o contraceptivo nas "tocas" para lavar e secar, os amuletos de sorte nunca são descartáveis. Em seguida fui tomar um duche rápido, e algo de insólito se passou, um fio de sangue percorreu-me entre as pernas, conclusão: Período! Não posso olvidar a compra de Evax OdorFresh no regresso a casa.
Na viagem para a faculdade vivo intensamente num clima de competição e rivalidade, especialmente quando se trata de transportes públicos, desprezando a concorrência nas paragens de autocarro vou saltar até à estação de comboios para vos comprovar o conflito que me rodeia. Após o aviso da chegada do comboio as pessoas preparam-se como podem para arte suprema da luta; Arregaçar as mangas das camisas, escarrar para o chão, troca de olhares comprometedores e é só esperar. O comboio chega e atmosfera aquece, e tudo começa quando as portas se abrem, vale absolutamente de tudo para descobrir um lugar para sentar, no meu caso preciso encontrar dois visto que tenho um empolado e gelatinoso traseiro. Após o cilindrar indiscriminatório consegui visualizar o meu lugar, mas a disputa era iníqua, bastou um arremesso de um sutiã para me fazer de cachorro e desmerecer a meta. Mais uma longa jornada em pé e sujeito ao rebuliço catapultado afigurando um circo de pulgas. Por fim acaba a vozearia balburdiante, mas recomeça logo outro cenário lúgubre na paragem de autocarros, aconteceu uma prática obcena e promíscua entre um cão e a....... minha perna, escuso comentar a paródia que este espectáculo deu. Quando o transporte chegou formou-se logo uma fila "civilizada", porém demorou uma infinidade porque existem personagens idosas que precisam descançar no mínimo 20minutos para subir cada degrau, como são três degraus então levam, sem exageros, uma hora para entrarem e acrescentando mais 24idosos na fila, perfaz 1dia inteiro para por fim iniciar a recta final da viagem. No tempo em que por fim entrei no autocarro notei alguma estranheza no motorista, pensei eu no que estaria ele a observar até que percebi que se tratava de algo na minha perna, manifestei uma olhada e mirei algo branco-amarelhado a escorrer pela perna: sémen canino! Nada de que nao pudesse ser limpo na casa-de-banho da faculdade. A viagem até correu normalmente: um motorista com a "pinga" nocturna, autocarro sem travões e que curva a 666 km/s, atestado de gente e com conversas interessantes sobre o tempo ou sobre as telenovelas ou sobre o que o tio Jacinto fez à tia Jacinta sobre o primo Custódio só por ter falado com a Teolinda na casa do vizinho Adelino emprestado ao Isaltino filho da Maria Albertina (por outras palavras, "limpou-lhe o sebo").
Quando cheguei à faculdade, encontrei-me com três parolos imbecis: um espantalho que calça 140, um narcótico e um mónico. Sozinhos eles concluiram que seriam amigos imaginários uns dos outros. Estes não deviam beber café. Depois fui ter com o "Peace and Love-sou tão fixe que uso rabo de cavalo", conversar com ele por vezes pode ser tornar enfastioso, entre duas palavras à sempre uma grande pausa, talvez para pensar, e como se isso não bastasse ele emprega palavras como "dude" ou "bacano" mais que 90% da sua linguagem. No final daquela cavaqueira deslumbrante, dirigi-me para o gabinete da docente da cadeira de Física: Valentina Vassilenko. Tive que aplicar os meus dotes de Dom Juan para garantir o exame. Depois uma rapidinha no gabinete da romena depravada Ildi Cismaciu, assegurando a cadeira de Estática. Em seguida foi um momento a sós com Ana Sá, momento esse que implicou uma pizza e uma coca (sei que sou maluco mas não tanto). E finalmente encontrei-me com o professor Rocha para investir em Fundamentos de Geotecnia, tive que sacrificar a minha inocência.
Balanço do dia: doia-me a "cabeça", doia-me o "olho" e já estava passado a várias cadeiras. O que contraria a teoria sobre a folga dos universitários, pois bem, eu trabalho afincadamente para concluir o meu curso como anteriormente ficou provado.
De regresso a casa, fiquei isolado na paragem de autocarros com o personagem Bolöni e ele, perspicaz como é, notou na mácula branca que se encontrava nas minhas calças, perguntou o que era e ingenuamente respondi que era baba-de-camelo, e na folgança afirmei que ele podia lamber se estivesse interessado, supreendentemente ele lambeu mesmo e ainda chamou-me de maroto justificando que não se tratava de baba-de-camelo mas seria somente baunilha. No preci(o)so momento chegou o autocarro, e para escapulir-me ao Bolöni sentei-me entre umas coisas designadas por "Pitas", grave erro! Apercebi-me que elas fixava-me, como o Big Fat Boy olha para uma oreo. Levantei os olhos só para certificar, acabei por certificar-me que uma delas lambia-se toda, outra babava-se e a última tinha a mão dentro das calças. Imagem essa que ficou gravada na memória. Em seguida troca de segredinhos e alguns sorrisos, esse acontecimento treslouco-me, puxei do cinto e "Xou, bichos, Xou!", saltei pela janela e sumi rápidamente pela mata. Depois de 3meses a viver com o Segunda-Feira, numa gruta, fui encontrado com menos 140toneladas e com 42cm de altura.
Epílogo: "Como a Internet não soluciona a vida, então o pinto mole nunca entra e se é bem dotado não necessita de Porsche para guardar preservativos".